
Eaí galera, como vão? Mês passado eu fiz uma única postagem falando que eu tinha iniciado um desafio literário para os 12 meses do ano. Confesso que depois da tamanha decepção com o livro escolhido, eu quase não continuava mais. Porém, contudo, todavia, aqui estou eu, não é? E o escolhido de março foi o Merlyn, que indicou Blackout: O Amor Também Brilha no Escuro, o qual eu estarei dando minha opinião hoje. Então, vamos lá?
O que esperar desse post?
- Um apagão e seis histórias diferentes;
- Minhas impressões sobre a leitura e o estilo das autoras;
- O que achei das histórias e como elas se conectam;
- Meus casais favoritos e os momentos que mais gostei.
Resumo
- Autores: Dhonielle Clayton, Tiffany D. Jackson, Nic Stone, Angie Thomas, Ashley Woodfolk & Nicola Yoon
- Ano de publicação:
- Gênero: Romance
- Número de páginas: 272
- Sinopse: Uma onda de calor causa um apagão em Nova York. Multidões se formam nas ruas, o metrô para de funcionar e o trânsito fica congestionado. Conforme o sol se põe e a escuridão toma conta da cidade, seis jovens casais veem outro tipo de eletricidade surgir no ar… Um primeiro encontro ao acaso. Amigos de longa data. Ex-namorados ressentidos. Duas garotas feitas uma para a outra. Dois garotos escondidos sob máscaras. Um namoro repleto de dúvidas. Quando as luzes se apagam, os sentimentos se acendem. Relacionamentos se transformam, o amor desperta e novas possibilidades surgem ― até que a noite atinge seu ápice numa festa a céu aberto no Brooklyn
- Iniciado em: 04/02
- Finalizado em: 21/02
- Nota: 4,5
Resenha
Bom, o livro contém seis casais diferentes em seis histórias diferentes, sendo essas:
- A Longa Caminhada, de Tiffany D. Jackson
- Sem Máscara, de Nic Stone
- Feitas Para se Encaixar, de Ashley Woodfolk
- Todas as Grandes Histórias de Amor… E pó, de Dhonielle Clayton
- Sem Dormir até o Brooklyn, de Angie Thomas
- Seymour & Grace, de Nicola Yoon
Todas essas histórias acontecem por um motivo: Acontece um apagão em Nova Iorque e literalmente tudo para, sendo um cenário extremamente caótico, mas com um espacinho pra surgir um romance. É um livro leve, envolvente, fluido, e principalmente, cheio de conexões, literalmente todas as histórias são interligadas. Inclusive, como as histórias se cruzam em vários momentos, achei um pouco confuso acompanhar todas as interações e lembrar quem era quem, mas tudo certo, porque a maior conexão é a festa que acontece no Brooklyn e onde todos os casais se reúnem no final.
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| Apagão de 1977, em Nova York |
Eu simplesmente amei toda a representatividade, acho que é um dos pontos fortes do livro. Hoje em dia é muito difícil um personagem negro ter tanto destaque nas historias. Sempre é alguém extremamente estereotipado ou engraçadinho, praticamente um alivio cômico totalmente desnecessário (isso quando não morre). Mas aqui, quase todos os personagens são negros, se não todos, e cheio de personalidade, com seus próprios dilemas pra resolver. As autoras conseguiram passar exatamente essa sensação, mesmo com histórias tão curtas.
“É isso o que acontece quando encontramos a pessoa certa para amar. Quando alguém te ama, nenhum problema importa tanto. Porque amar é uma escolha que a gente precisa fazer todos os dias, mesmo quando o dia não sai como o planejado.”
Quero dizer que as autoras foram simplesmente brilhantes, porque mesmo com as particularidades de cada uma, o livro ainda se manteve homogêneo, sem perder o fio da meada. Cada casal apresentado é único, do seu jeitinho, e tendo seu próprio papel, que vai aos poucos se completando até o fim do livro. Apesar de ter gostado de todos, eu tive meus preferidos claro.
Definitivamente Tammi e Kareem, de A Longa Caminhada, ganharam meu coração. Não sei se foi pelo fato da história ser a mais longa e me deixado ansiosa, mas eu torci muito por eles. Tipo, vocês são cegos é? É claro que ainda se amam!
Em seguida vem Lana e Tristan, de Todas as Grandes Histórias de Amor… E pó. Uns fofos gente, não dá. Eu fiquei agoniada com a demora pra Lana falar, mas é bom que fui conhecendo mais sobre os dois (as "notas" da Lana são as melhores).
Depois, pra completar o pódio, vem Nella e Joss, de Feitas Para se Encaixar. Simplesmente divas. Só não achei melhor porque acho muito chato esse negócio de sofrer por ex, mas tudo bem, tudo bem. Inclusive amei o avô da Nella, ele é muito esperto, juro kkkkk
"As pessoas se distanciam, mudam. E não dá pra lutar contra a mudança. Querer impedir alguém de mudar é uma luta contra si mesmo. Só dá para aceitar e amar a pessoa nas condições dela. E se não conseguir, precisa deixá-la ir, pro seu próprio bem.”
No geral, Blackout foi uma leitura surpreendente e que me envolveu do início ao fim. Mesmo com algumas partes um pouco confusas por conta das conexões entre as histórias, a experiência foi muito boa e valeu super a pena. A escrita das autoras é leve, cheia de emoção e transmite perfeitamente os sentimentos dos personagens. Enfim, agora sigo para o próximo mês, espero que continue desse jeito (ou seja, indicações boas). E vocês? Já leram Blackout? O que acharam? Me contem aqui nos comentários! Até a próxima!
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| Foto do Brooklyn, o destino final dos personagens |
O tanto que você falou no mru pv que tava confuso eu jurei que tu ia ter odiado (o que me deu decepção, porque eu adoro esse livro), mas to feliz que gostou <3
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